Mudanças devem entrar em vigor em 2020. 

Postes e fiações de energia elétrica

O mercado de energia solar no Brasil vem crescendo exponencialmente, com a adesão de novos consumidores que veem vantagens a longo prazo com a implementação do sistema de geração própria. Porém, a nova resolução da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) prevê algumas mudanças.

Atualmente, é possível gerar sua própria energia e fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade, como a Cemig, por exemplo. Tal excedente é devolvido para o próprio cliente em forma de créditos que podem ser abatidos nas próximas contas de energia.

As regras que permitem ao consumidor gerar a própria energia, injetar o excedente de geração na rede pública e gerar créditos a serem compensados na conta de energia foram criadas em 2012 pela Resolução Normativa nº 482 da ANEEL. 

COMO FUNCIONA HOJE 

1. O sistema fotovoltaico fica conectado diretamente ao sistema público de distribuição. 

2. Nos momentos em que a geração for maior do que o consumo a energia que for excedente será injetada na rede pública. 

3. Ao final do mês, a distribuidora irá calcular a diferença entre a quantidade de energia que foi consumida e a quantidade de energia gerada. Se o consumidor produzir mais energia do que consome, esse excedente será transformado em créditos. Caso o consumo for maior que a quantidade de energia gerada, o consumidor irá pagar a diferença na conta de energia.

No sistema atual cada quilowatt-hora injetado na rede serve para compensar um quilowatt-hora consumido, incluindo todos os componentes da tarifa de energia.

PROPOSTA DA MUDANÇA

A proposta de revisão da ANEEL estabelece que nem todos os componentes da tarifa sejam compensados. Da forma que foi apresentada, em alguns casos cada kWh gerado iria compensar apenas 32% do kWh consumido. Ou seja, seria como criar uma taxa de até 68% em cima dessa produção. O reflexo disso é que a economia obtida a partir do investimento em geração distribuída será menor. 

A proposta prevê um período de transição para as alterações nas regras. Quem já possui o sistema de geração vai permanecer com as regras atuais em vigor até o ano de 2030, embora haja expectativa no setor de que este prazo seja alongado. Já os consumidores que realizarem o pedido da instalação de geração distribuída após a publicação da norma, prevista para 2020, passam a se enquadrar nas novas condições.

Com todas essas mudanças, está esperando o quê para investir em energia solar fotovoltaica? Faça agora uma simulação e comece hoje a gerar sua própria energia!

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