A energia solar é a nossa fonte primária de energia. Mesmo o petróleo, o gás natural, os ventos e a biomassa são formas indiretas de se aproveitar a energia solar. Por séculos o ser humano desenvolveu formas de utilizar essa energia a seu favor de diversas maneiras, proporcionando riqueza e bem estar. Por isso é surpreendente e intrigante pensar que um setor econômico tão consolidado possa estar diante de uma grande revolução.

Alguns acreditam que as transformações no mercado de energia ao longo da próxima década serão mais impactantes do que a internet. Mas afinal qual o futuro da energia solar?

As possibilidades são inúmeras… Impossível abordar todas em um único post. Mas aqui vamos falar um pouco sobre algumas das tendências da energia solar fotovoltaica e da geração distribuída.

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Sistemas fotovoltaicos e armazenamento de energia

Um dos principais entraves para a implantação de sistemas fotovoltaicos é a limitação quanto ao horário da geração de energia, que ocorre apenas durante o dia. A dificuldade de armazenar a energia solar se dá porque hoje as baterias ainda são relativamente caras e precisam ser substituídas frequentemente, implicando em custos que muitas vezes inviabilizam a implantação dos sistemas.  

Esta barreira tende a ser consideravelmente reduzida nos próximos anos, visto o foco global em pesquisas de sistemas de armazenamento de energia. Espera-se que em 2020 as baterias já sejam amplamente empregadas junto aos painéis fotovoltaicos instalados nos telhados de edificações conectadas à rede.

Isso será possível em função da evolução na tecnologia das baterias de lítio, similares às dos notebooks e celulares, especificamente produzidas para armazenar energia suficiente para atender a todo o período sem luz do sol. Ao mesmo tempo, é previsto forte aprimoramento dos processos produtivos das baterias, que implicam em ganhos de escala e, consequentemente, redução do preço final ao consumidor (como o caso da megafactory da Tesla, fabricante de carros elétricos).

Smartgrids e medidores inteligentes

Com a geração distribuída, cada vez mais consumidores tornam-se prosumidores (consumidor + produtor), fazendo-se necessária a transformação das redes tradicionais em redes inteligentes, ou smartgrids. A ideia das redes inteligentes é permitir não só o transporte de energia mas também a coleta e transmissão de informações, possibilitando uma maior interação entre as distribuidoras e os consumidores, assim como uma ampliação do monitoramento e controle remoto das estruturas da rede.

Atuando em conjunto com as smartgrids, é possível notar o desenvolvimento de equipamentos de medição e análise do consumo de energia elétrica. Tais equipamentos substituem os obsoletos medidores tradicionais, permitindo a verificação do consumo em tempo real, verificação do consumo por setores e equipamentos, além da compilação e transmissão de informações sobre consumo de maneira granular.

Com as smartgrids e os medidores inteligentes, será possível acionar um equipamento elétrico remotamente, apenas no horário em que a energia for mais barata. Além disso, iremos receber relatórios da própria rede elétrica (e até dos aparelhos eletrônicos) sobre nosso perfil de consumo e intensidade de geração de energia.

Mais do que obter uma conta mensal de energia de uma única concessionária, será possível ver os gastos em tempo real, permitindo que o consumidor possa se programar para ser o mais eficiente possível. Assim as concessionárias e prestadoras de serviço poderão utilizar os dados precisos de consumo coletados para moldar seus produtos e serviços oferecidos ao consumidor.

No próximo post, falaremos um pouco mais sobre o futuro da energia, focando na relação entre energia solar fotovoltaica e carros elétricos!

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Lucas Mendes

Formado em administração de empresas, por dois anos se dedicou a um MBA pela IESE Business School da universidade de Navara (Espanha). Atuou na Schneider Electric, empresa global especialista em gestão de energia e em bancos de investimento e fundos de capital de risco com foco nos setores de energia e infra-estrutura.