“Custos são como unhas. Tem de cortar sempre”. Esta frase foi dita por Beto Sicupira, um dos maiores empreendedores brasileiros, sócio de empresas como Ambev e Burger King. Em um ambiente competitivo, a busca por eficiência deve ser constante. Neste sentido, bons gestores estão sempre em busca de custos que podem ser reduzidos, e diante da alta dos preços da energia, fica cada vez mais interessante investir em alternativas que reduzam os gastos com este insumo.

Um sistema de geração de energia solar fotovoltaica permite às empresas gerar a própria energia, muitas vezes a um custo inferior ao da distribuidora. Além dos ganhos ambientais, a empresa passa a perceber imediatamente uma grande economia na conta de luz.

Mas, para saber se sua empresa também pode aproveitar de todos os benefícios proporcionados pela geração de energia solar fotovoltaica, é necessário verificar alguns pontos simples que indicamos abaixo. A rentabilidade de um sistema de energia fotovoltaica depende basicamente do valor da tarifa paga, do tamanho do sistema e do local de instalação.

 

energia solar minha empresa

Qual a sua tarifa de energia?

Para verificar a viabilidade da implantação do sistema é importante verificar em qual subgrupo tarifário sua empresa se encontra: de baixa ou média tensão. A tarifa de energia que sua empresa paga atualmente para concessionária implicará diretamente no retorno financeiro do investimento na geração distribuída. Quanto mais caro o valor pago pela energia, melhor o retorno proporcionado pela redução do consumo. É importante não confundir o “tamanho” da conta de luz com o valor pago por unidade de energia, medido em R$/kWh. Na maioria das vezes, grandes consumidores de energia pagam bem menos pela energia que consomem. Quem paga caro mesmo são os consumidores de baixa tensão.

Empresas que consomem energia em baixa tensão conseguem ter o retorno do capital investido em um prazo de cerca de 5 anos. Já para empresas consumidoras de energia em média tensão o período pode ser um pouco maior. Isto ocorre em função da tarifa binômia da média tensão. Esta tarifa tem dois componentes: O primeiro é a demanda, que se refere à infraestrutura disponibilizada à empresa (subestações, linhas de transmissão, postes etc), garantindo que a distribuidora será sempre capaz de entregar a potência necessária para a operação de todas as máquinas e equipamentos. O segundo componente é o consumo, que se refere efetivamente à quantidade de energia consumida. Com um sistema de energia solar é possível compensar todo o consumo da empresa, mas a demanda cobrada pela distribuidora é a mesma. Como no caso das tarifas de baixa tensão não há essa distinção entre demanda e consumo, é possível compensar a tarifa integralmente. Por isso a rentabilidade de sistemas solares instalados em unidades consumidoras de baixa tensão é melhor.

Qual o tamanho do sistema fotovoltaico?

A potência de um sistema fotovoltaico deverá ser determinada em função do percentual do consumo de sua empresa que deverá ser suprido, dos níveis de irradiação no local da instalação e das características do local, tais como área disponível, orientação e inclinação das placas solares.

Sistemas maiores se beneficiam de economias de escala, e, portanto, têm um custo por watt inferior a sistemas pequenos. Por isso, mesmo em empresas que consomem energia em média tensão, é possível conseguir boa rentabilidade, já que o custo por watt desses sistemas maiores é mais baixo.

Um ponto importante de ser mencionado é que não é necessário instalar um sistema capaz de suprir 100% do consumo da sua empresa. Por se tratar de uma tecnologia nova, muitos empresários ainda não se sentem confortáveis em realizar grandes investimentos e por isso optam por sistemas menores. Como os sistemas funcionam de forma conectada à rede de energia, a empresa tem sempre a garantia de que terá sua demanda energética suprida, independentemente do tamanho do sistema fotovoltaico.

Quais as condições de instalação?

Outro fator que determina a viabilidade de um sistema fotovoltaico é o local de instalação. Sistemas em solo são mais fáceis de serem instalados, mas requerem estruturas mais robustas e áreas abertas. Já sistemas em telhados dependem da orientação, inclinação e tipo de telhado. Independentemente de qual tipo de telhado, existem suportes específicos para telhas de barro, lajes, telha metálica ou de fibrocimento. Além disso, no Brasil, o ideal é que os painéis solares fiquem voltados para o norte, de modo a captarem a luz solar pelo maior tempo possível ao longo do dia.

A presença de grandes árvores ou prédios altos que possam gerar sombra sobre o local destinado ao sistema também precisa ser considerada. Para isso, é necessário observar o trajeto do sol com relação ao local de instalação para verificar a presença de possíveis obstáculos. Existem softwares próprios para essa tarefa que conseguem facilmente determinar essa trajetória, indicando quase que imediatamente os possíveis pontos de sombra.

A orientação do telhado para outra direção ou existência de pontos de sombra não impedem a instalação do sistema, mas é importante indicar que em todos os casos uma visita técnica é essencial para verificar qual a opção mais eficiente para sua empresa.

Valorização da Marca

Além dos benefícios financeiros, é importante pensar na contribuição do uso da energia solar para sua marca. Cresce diariamente o número de clientes que buscam empresas com consciência sócio-ambiental.

O uso de energia solar funciona como um grande atrativo para esse novo perfil de consumidor, que tem acesso a mais informações e procura empresas que apresentem como responsáveis com o meio ambiente. Nesse mesmo sentido, várias empresas têm buscado parceiros com selos sustentáveis, garantido a sustentabilidade em toda a cadeia de valor do seu produto.

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Lucas Mendes

Formado em administração de empresas, por dois anos se dedicou a um MBA pela IESE Business School da universidade de Navara (Espanha). Atuou na Schneider Electric, empresa global especialista em gestão de energia e em bancos de investimento e fundos de capital de risco com foco nos setores de energia e infra-estrutura.