Eficiência energética é uma estratégia inovadora para que pessoas e empresas alcancem o melhor desempenho com o menor consumo possível de energia e consigam economia financeira. E, no universo empresarial, o raciocínio é lógico: se é gasto menos energia para produzir, essa economia pode ser repassada ao consumidor final em forma de preços mais baixos e justos.

É bom para o consumidor, mas melhor para a empresa, que passa a ter condições mais competitivas com a imagem de empresa ambientalmente responsável e sustentável.

eficiencia energetica afeta o valor do meu produto

É possível economizar no uso de energia?

Quando empresas necessitam ser providas de disciplinas que não estão relacionadas à sua área-fim, o caminho é investir em departamentos próprios, terceirizar ou contratar uma consultoria externa temporária, conforme sua disponibilidade para investir tempo e recursos em algo que não seja o coração do negócio.

No caso da eficiência energética, o conhecimento pode ser internalizado por meio da contratação de empresas que ofereçam planos específicos. O trabalho começa com um diagnóstico da empresa. Toda a esteira de produção é observada e são avaliados picos e vales de consumo energético, características dos equipamentos empregados e volumetria para que seja proposto um plano de racionalização do uso de energia.

Esse planejamento contempla:

  • Uma auditoria energética que analisa os hábitos de consumo de pessoas e equipamentos, identificando oportunidades de racionalização;
  • Substituição e modernização de equipamentos e de processos;
  • Visão de longo prazo – Instalação de placas de energia solar fotovoltaicas, que geram eletricidade a partir da luz solar. O investimento em geração de energia se paga em cerca de 5 anos através da economia proporcionada. Como sistemas fotovoltaicos têm garantia de performance de 25 anos, pelos próximos 20 anos o investidor terá energia gratuita.

É possível gerar energia própria?

A resposta é sim e as formas mais comuns se baseiam no aproveitamento da energia solar através de placas fotovoltaicas, que convertem a luz em corrente elétrica.

Os sistemas mais atrativos são aqueles conectados à rede da distribuidora, através da geração distribuída. Eles eliminam a necessidade de se armazenar a energia. Em momentos onde o consumo for superior à geração, a energia é suprida pela rede elétrica. Já quando a geração for maior que o consumo, a energia excedente é injetada na rede, gerando créditos energéticos que podem ser aproveitados em até 60 meses.

Os sistemas de geração fotovoltaica podem ser instalados praticamente em qualquer telhado, e não dependem de adequações no sistema elétrico local. Uma instalação residencial típica toma apenas 3 dias de trabalho. Dentre as principais vantagens de um sistema fotovoltaico conectado à rede destacam-se:

  • Geração da própria energia a um custo inferior ao da distribuidora;
  • Proteção contra aumentos futuros na tarifa de energia;
  • Diversificação da matriz energética brasileira e alívio dos sistemas de distribuição;
  • Aproveitamento do potencial natural do Brasil, que conta com altos níveis de irradiação;
  • Baixo custo de manutenção;
  • Valorização do imóvel;
  • Impacto positivo ao meio ambiente.

O mercado reconhece  a empresa sustentável?

O uso de energia solar fotovoltaica no dia a dia das famílias e no processo produtivo das empresas contribui para o meio ambiente, reduzindo emissões de CO2 e impactos ambientais em seu ciclo de vida.

Existem certificações de mercado que valorizam as empresas que incorporam a energia limpa. As mais conhecidas mundialmente são: Processo AQUA-HQE, BREEAM, DGNB, LEED. No Brasil, temos o Selo Procel Edifica, Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal e o Selo Solar.

Saiba mais sobre algumas delas:

Certificação LEED

Essa certificação internacional incentiva a transformação de projetos e obras com foco na sustentabilidade. Uma das dimensões contempladas é justamente a eficiência energética alcançada por meio de estratégias inovadoras.

Selo Procel

É uma menção desenvolvida pelo governo federal, que distingue produtos com bom desempenho energético. Também estimula a fabricação e venda de produtos mais eficientes, fomentando o desenvolvimento tecnológico e a minimização de impactos ambientais.

Selo Solar

Tem um foco mais voltado para energia limpa e é concedido a instituições e empresas que consomem determinado valor anual mínimo de energia cuja fonte seja solar ou que tenham 50% do consumo de eletricidade suprido por energia solar.

E aí? Quer aprender mais sobre a revolução da matriz energética brasileira? Conta pra gente nos comentários.

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Lucas Mendes

Formado em administração de empresas, por dois anos se dedicou a um MBA pela IESE Business School da universidade de Navara (Espanha). Atuou na Schneider Electric, empresa global especialista em gestão de energia e em bancos de investimento e fundos de capital de risco com foco nos setores de energia e infra-estrutura.