Você sabia que a tarifa de energia no Brasil é uma das mais caras do mundo? A maioria das pessoas sabe bem disso, pois mensalmente pagam contas que cada vez mais comprometem um percentual significativo da renda das famílias e empresas. Mas muitos questionam o motivo das tarifas serem tão caras por aqui, já que somos privilegiados por contar com tantas grandes usinas hidrelétricas, cuja energia é uma das mais baratas dentre as diversas fontes.

Preparamos esse post para explicar os motivos pelos quais as tarifas são tão caras no Brasil, e também como os consumidores podem se proteger da inflação energética.

Quais são os consumidores de energia solar que pagam as tarifas mais caras no Brasil

Como é composta a tarifa de energia

A tarifa de energia é composta por diversos elementos. A geração da energia é apenas um deles, e em média corresponde apenas a 30% do valor final pago pelos consumidores.

Além da geração de energia, a tarifa engloba os custos com a transmissão e distribuição da energia, encargos setoriais e impostos. Este último, como é de se esperar, corresponde à maior parcela do valor pago pelos consumidores – cerca de 37% do valor final da conta. Além disso, como os pontos de geração e consumo estão muitas vezes separados por grandes distâncias, existe a necessidade de longas linhas de transmissão. Além das perdas técnicas que essa distância impõe ao sistema, os investimentos em ampliação e manutenção de toda essa infraestrutura é repassado aos consumidores.

As distribuidoras são responsáveis apenas pela parte final da cadeia de valor da energia. Elas repassam aos consumidores o valor da aquisição da energia e também da transmissão até o seu sistema. Esses valores são determinados pela ANEEL, que aprova a tarifa básica sem impostos para cada distribuidora. Por sua vez, as distribuidoras adicionam os seus próprios custos, bem como outros encargos setoriais e impostos, compondo a tarifa final.

A a tarifa cobrada pela concessionária também pode variar de acordo com mudanças nas bandeiras tarifárias, que servem para refletir o custo incremental de se utilizar usinas termelétricas nos períodos de pouca chuva.

Por isso, o valor da tarifa de energia muda consideravelmente dependendo da região do Brasil e da modalidade de consumo: se rural, residencial, comercial ou industrial. Os consumidores residenciais são os que têm a tarifa mais cara dentre as diferentes classes de consumo.

Por outro lado, a tarifa mais baixa é a rural (desconsiderando tarifas subsidiadas de baixa renda). Nesse post, vamos focar nos consumidores residenciais. Por serem os que pagam mais caro, são também os que mais podem se beneficiar com medidas de economia de energia.

Qual região do Brasil tem a tarifa de energia mais cara?

Utilizando os dados disponibilizados pela Aneel, fizemos uma média com todas as tarifas residenciais do Brasil até outubro de 2016. Nessa relação, o Centro Oeste fica com o primeiro lugar, com uma tarifa média de R$0,69 por kWh já considerando os impostos. O Sudeste vem em segundo lugar, com R$0,63 na média, seguido do Sul com R$0,61, Nordeste com R$0,56 e Norte com R$0,53.

tabela de tarifas de energia

É importante lembrar que esses valores são médias simples de todas as tarifas residenciais cobradas pelas concessionárias de cada região.  Uma concessionária do Centro Oeste chega a cobrar tarifas de R$0,88 enquanto o Sul os valores podem chegar a R$0,85 e o Sudeste atinge R$0,83!

Como gerar a própria energia e parar de gastar com as concessionárias:

O sistema de compensação instituído no Brasil pelas resoluções 482 e 687 da ANEEL estabelece que o valor da energia gerada pelos micro ou mini geradores será igual ao valor da tarifa cobrada pela concessionária. Ou seja… cada kilowatt-hora (kWh) gerado serve para abater um kWh consumido. Desse modo, quanto mais alta a tarifa, maior a economia de quem utilizar um sistema fotovoltaico para gerar a própria energia!

Além do valor da tarifa, outros fatores implicam na atratividade financeira de se instalar um sistema para geração da própria energia. As condições de instalação, o tamanho do sistema e a irradiação solar no local também são muito importantes, como já explicamos nesse post.

Os consumidores das regiões que têm as tarifas mais altas já perceberam essa vantagem e estão utilizando sistemas fotovoltaicos para gerar a própria energia. É possível estabelecer uma correlação entre as tarifas mais caras e os locais com maior número de instalações. Praticamente todas as regiões do Brasil tem um bom nível de insolação, o que faz com que sistemas fotovoltaicos sejam muito eficientes independente de onde forem instalados.

Você quer saber quanto você pode economizar gerando sua própria energia? Entre em contato com a Astra Solar e converse com nossa equipe. Acesse também o site da Aneel, e confira a posição de sua concessionária no ranking nacional. http://www.aneel.gov.br/ranking-das-tarifas

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Lucas Mendes

Formado em administração de empresas, por dois anos se dedicou a um MBA pela IESE Business School da universidade de Navara (Espanha). Atuou na Schneider Electric, empresa global especialista em gestão de energia e em bancos de investimento e fundos de capital de risco com foco nos setores de energia e infra-estrutura.